O açúcar vicia? A ciência explica!
Com o aumento global da obesidade, o conceito de “vício em açúcar” ganhou popularidade. A ideia é atraente: alimentos ricos em açúcar e gordura ativam o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina, assim como drogas de abuso. Estudos com roedores mostram que o acesso intermitente a açúcar pode levar a sinais de abstinência e aumento de dopamina, mas será que isso se aplica a humanos?
A resposta não é tão simples.
Revisões sistemáticas e meta-análises mostram que, em humanos, o açúcar não age de forma isolada no ganho de peso ou compulsão alimentar. Na verdade, a palatabilidade e a alta densidade calórica dos alimentos são os grandes vilões, não apenas o açúcar. Além disso, o sistema de recompensa é ativado por diversas experiências prazerosas, como ouvir música ou se apaixonar, e não apenas por alimentos doces.
Curiosamente, o consumo de açúcar tem caído nos últimos anos, enquanto a obesidade continua subindo. Isso reforça que o problema vai além de um único nutriente e envolve fatores ambientais, emocionais e comportamentais.
Conclusão?
Falar que “açúcar vicia” é simplificar demais uma questão complexa. A ciência ainda não comprova que o açúcar, por si só, causa dependência como drogas. O que sabemos é que o ambiente obesogênico, a palatabilidade dos alimentos e nossos hábitos têm um papel crucial nessa equação.
E você, já parou para refletir sobre sua relação com os alimentos?