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Entendendo Como a Saúde do Coração Impacta o Cérebro: A Conexão Entre Dieta e Cognição

Você sabia que a saúde cardiovascular e a saúde cerebral estão diretamente conectadas? Embora o coração e o cérebro sejam distintos em suas funções, eles dialogam em seu funcionamento por meio do sistema circulatório. Tudo que beneficia o sistema cardiovascular – como manter artérias limpas e saudáveis – irá melhorar diretamente a função cerebral. Os motivos são inúmeros, e é isso que eu vou te contar nesse texto!

 

A saúde cerebral e neurológica começam ainda na vida fetal, influenciadas diretamente pela dieta da mãe, o que é essencial para trazer benefícios futuros e reduzir riscos tanto para o bebê quanto durante sua vida adulta. Durante a gravidez, dietas específicas como dietas mediterrâneas e ricas em frutas podem trazer efeitos benéficos, e as possibilidades giram em torno do consumo de três compostos químicos essenciais: PUFAs, flavonoides e antioxidantes.

 

PUFAs: São ácidos graxos poli-insaturados, divididos em Ômega-3 e Ômega-6. O primeiro grupo pode ser encontrado em peixes como salmão e atum, bem como em alimentos à base de plantas, como sementes de linhaça e chia. Já o segundo pode ser encontrado em óleos vegetais, como o de girassol e milho.

 

Flavonoides: São compostos bioativos responsáveis por muitas das cores vibrantes nos vegetais, flores e principalmente frutas cítricas.

 

Antioxidantes: São neutralizadores dos radicais livres no nosso corpo, que são moléculas instáveis que podem danificar as nossas células e contribuir para o envelhecimento precoce e demais doenças, como o câncer. Eles estão presentes em muitas plantas medicinais e alimentícias, como flores de camomila, macela do campo e cascas de frutas cítricas.

 

Além da dieta, praticar exercícios físicos com moderação ao longo da gravidez irão proporcionar uma vitalidade cognitiva e bem-estar maior ao longo da vida, tanto para o filho quanto para a mãe. Dentre inúmeros benefícios, podemos citar a prevenção da diabetes gestacional e a pré-eclâmpsia, uma condição caracterizada por pressão arterial alta.

 

Lidando com a deficiência de vitaminas

 

Durante a fase adulta, mesmo tendo uma alimentação balanceada, eventualmente o corpo pode apresentar deficiência de vitaminas, e isso também influenciará diretamente nos riscos para doenças neurodegenerativas. As vitaminas do complexo B e D são nossas aliadas, e a baixa delas deve ligar o alerta!

 

Vitaminas B

 

Grupo de vitaminas hidrossolúveis que podem ser encontradas em alimentos de origem vegetal e animal, como levedo de cerveja, grãos de cereais integrais, hortaliças verdes, ovos, carnes, e peixes. As vitaminas do complexo B devem ser consumidas diariamente, e a carência delas pode causar sintomas como fadiga, anemia, irritabilidade, e lesões na pele.

 

Vitaminas D

 

Essa vitamina atua na saúde óssea, no crescimento, na imunidade, na musculatura, no metabolismo e em diversos órgãos e sistemas. Pode ser encontrada em fígado bovino, salmão, gema de ovo e sardinha. Para quem é vegetariano, poderá encontrá-la no leite vegetal, nos cereais matinais e nas margarinas à base de plantas.

 

É importante manter os exames de rotina em dia para considerar a reposição de vitaminas quando não estão nos níveis ideais. A forma mais comum de recuperar essa baixa é fazendo uma dieta personalizada, mas também existem outras opções como a ingestão de suplementos e a soroterapia.

 

Resistência à insulina pode atrapalhar no desempenho cognitivo

 

Tanto a deficiência de vitaminas quanto a resistência à insulina podem aumentar os riscos de desenvolver doenças neurodegenerativas. A insulina, que é produzida pelo pâncreas, ajuda a regular a entrada de glicose nas células para fornecer energia ao nosso corpo. Quando há resistência à insulina, esse processo fica em defasagem, o que pode impactar o cérebro a médio e longo prazo, contribuindo para o desenvolvimento de doenças como o Alzheimer.

 

‘’Pesquisas recentes apontam uma forte relação entre a resistência à insulina (RI) e o comprometimento cognitivo, além de alterações na estrutura e função do cérebro. Um estudo conduzido por pesquisadores da Mayo Clinic e da Universidade Hanyang investigou como a RI afeta a captação de glicose no cérebro, a conectividade entre diferentes regiões cerebrais e o desempenho cognitivo em idosos. A resistência à insulina, frequentemente associada a distúrbios metabólicos como o diabetes tipo 2, já havia sido relacionada a um risco aumentado de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, mas os mecanismos ainda não são totalmente conhecidos.’’ (Plataforma Med.IQ). Você pode acessar o post completo aqui: https://mdhealth.com.br/noticias-e-destaques/efeitos-da-resistencia-a-insulina-no-cerebro-e-no-desempenho-cognitivo/.

 

Onde o exercício entra em tudo isso?

 

O exercício melhora a capacidade das células cerebrais de absorver glicose, que é a principal fonte de energia para o cérebro. Um melhor aproveitamento da glicose mantém o cérebro funcionando de forma eficiente, ajudando a manter uma boa memória e clareza mental.

 

O exercício também aumenta as defesas antioxidantes do corpo, que combatem o estresse oxidativo causado por radicais livres. Isso protege as células do cérebro contra danos e inflamação, que podem contribuir para o declínio cognitivo com o tempo. Além disso, o gasto de energia proporcionado pelo exercício físico pode melhorar a qualidade do seu sono, fator determinante no funcionamento adequado do seu metabolismo. 

 

Como já discutimos detalhadamente neste artigo (INSERIR LINK), a corrida pode ser uma opção para quem busca uma alternativa à academia ou deseja variar a rotina de exercícios.

 

Sono inapropriado: O grande vilão

 

Uma noite bem dormida é essencial para mantermos a nossa saúde mental e física. É nesse momento que o nosso corpo realiza diversas funções essenciais, desde a sintetização de proteínas e regeneração de células, até a produção hormonal e consolidação da memória. Por isso, dormir de forma inadequada pode desencadear uma série de doenças como diabetes do tipo 2 (devido ao aumento de resistência à insulina) e hipertensão (devido ao aumento nos níveis de cortisol).

 

Durante o sono, nosso corpo também aproveita para eliminar toxinas, além de ser um momento onde o corpo produz anticorpos. Uma dica primordial para melhorar a saúde do sono é usar o menos possível do celular pelo menos 1 hora antes de dormir, pois a luz azul emitida pelos dispositivos interferem na produção de melatonina, o hormônio que sinaliza ao nosso corpo que é hora de dormir. Resumindo: quanto menos estímulos nosso cérebro tiver antes de dormir, melhor!

 

Inserindo esses hábitos na sua rotina, alinhados com um dia a dia de rotina de exercícios físicos e boas práticas de sono, podemos melhorar significativamente a nossa cognição e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas. Lembre-se: cuidar do coração é cuidar do cérebro, garantindo uma vida mais saudável e plena.

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